A conversa mais evitada em qualquer relação é, muitas vezes, também a mais necessária. Falar sobre sexo — o que gosta, o que não gosta, o que gostaria de experimentar — costuma ser adiado por medo de magoar, de ser julgada, ou simplesmente por não saber como começar.
Crescemos com pouca ou nenhuma educação sobre como verbalizar desejo e limites. Junta-se a isso o medo de ferir o ego do parceiro ou de parecer "exigente demais", e o resultado é o silêncio — mesmo quando algo incomoda ou falta há meses.
Nunca durante o próprio ato sexual, e idealmente nunca logo a seguir a uma experiência menos boa (as emoções estão demasiado presentes). O melhor momento é neutro — um passeio, um jantar tranquilo, uma conversa na cama mas fora do contexto sexual.
Comece pelo positivo antes de introduzir o que gostaria de mudar. Use frases na primeira pessoa ("sinto-me..." em vez de "tu nunca...") para reduzir a postura defensiva do outro. Seja específica em vez de vaga — "gostava que fizéssemos mais preliminares" é mais útil do que "gostava que fosse diferente". E esteja tão disposta a ouvir quanto a falar — a conversa é a dois.
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