As infeções sexualmente transmissíveis são muito mais comuns do que se fala abertamente — e muito mais frequentemente silenciosas do que se imagina, especialmente em mulheres.
Muitas ISTs não causam sintomas visíveis, sobretudo nas mulheres. Clamídia, gonorreia, herpes e HIV podem estar presentes sem qualquer sinal aparente durante semanas, meses ou até anos. É precisamente por isso que o teste regular é mais fiável do que esperar por sintomas.
Corrimento vaginal com odor intenso, cor diferente do habitual, ou quantidade muito aumentada. Ardor, comichão ou irritação na zona genital. Dor ao urinar. Feridas, bolhas, verrugas ou manchas na zona genital. Dor pélvica sem causa conhecida. Sangramento entre períodos ou após o sexo. Qualquer um destes sinais justifica uma consulta, mesmo que pareça pouco intenso.
Após relação sexual não protegida com parceiro novo ou desconhecido. Se o preservativo falhou ou não foi usado. Antes de iniciar uma nova relação sexualmente ativa. E, de forma geral, como parte de cuidados de saúde de rotina, independentemente de sintomas — muitas ISTs só se detetam assim.
Um resultado positivo tem tratamento na esmagadora maioria dos casos, e quanto mais cedo identificado, mais simples costuma ser. Informar parceiros recentes, mesmo sendo uma conversa desconfortável, é essencial para travar a transmissão. E procurar sempre um médico ou centro de saúde para orientação, em vez de autodiagnóstico ou automedicação.
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