Dor durante o sexo nunca é "normal de se aguentar" — é sempre um sinal de que algo precisa de atenção, física ou emocional. Ainda assim, é um dos temas mais silenciados, com muitas mulheres a normalizá-lo durante anos antes de procurarem ajuda.
Lubrificação insuficiente, muitas vezes ligada a falta de excitação prévia ou a alterações hormonais. Infeções ou inflamações, que exigem avaliação e tratamento médico. Endometriose, uma condição comum e subdiagnosticada em Portugal, que causa dor pélvica associada ao ciclo e, frequentemente, também durante o sexo. E vaginismo, a contração involuntária dos músculos pélvicos que impede ou dificulta a penetração.
Tensão muscular ligada a ansiedade ou stress pode intensificar significativamente a dor física. Trauma sexual não resolvido também pode manifestar-se fisicamente, mesmo quando não há causa médica identificável. O corpo e a mente não são separados quando se trata de dor — ambos merecem atenção.
Dor persistente, recorrente ou intensa merece sempre avaliação de um ginecologista, que pode identificar ou excluir causas físicas. Se o exame físico não encontrar causa clara, um fisioterapeuta especializado em pavimento pélvico ou um sexólogo são os passos seguintes mais indicados. Não é preciso "aguentar" — há tratamento eficaz para praticamente todas as causas de dor sexual.
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