Muito do que os homens sentem sobre sexo nunca chega a ser dito em voz alta — nem sempre por escolha, mas porque a maioria nunca teve espaço ou vocabulário para o fazer. Eis o que fica frequentemente por trás do silêncio.
O medo de "não ser suficiente" — em desempenho, em tamanho, em resistência — é muito mais comum do que a maioria das mulheres imagina. A pressão de "ter sempre de iniciar" também pesa, mesmo quando gostariam que a parceira tomasse a iniciativa mais vezes. E sim, os homens também se preocupam com a opinião da parceira sobre o próprio corpo.
Ao contrário do estereótipo, a conexão emocional durante o sexo importa tanto para eles como costuma ser assumido que importa só para elas. Sentir-se desejado — não só "aceite" — faz uma diferença real. E a comunicação direta sobre o que funciona é recebida, na esmagadora maioria dos casos, como algo positivo, não como crítica.
Perceber que existe insegurança do outro lado tira peso da ideia de que "eles não sentem nada disto". Falar abertamente — sobre o que gostam, sobre o que sentem, sobre o que os preocupa — costuma aproximar o casal muito mais do que o silêncio "protetor" que ambos os lados praticam por hábito.
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