As aplicações de encontros tornaram-se mais seguras nos últimos anos — grandes plataformas já exigem verificação por selfie para reduzir perfis falsos — mas os golpes também evoluíram, e hoje envolvem cada vez mais inteligência artificial. Saber o que procurar faz toda a diferença.
Segundo dados da Federal Trade Commission dos EUA, as vítimas de burlas românticas perderam mais de mil milhões de dólares só em 2025 — e a tendência é de burlões a usar cada vez mais chatbots de IA e voz ou vídeo gerados artificialmente para tornar a relação falsa mais convincente antes de pedirem dinheiro.
Fotos demasiado profissionais ou que parecem tiradas de um portefólio, relutância constante em fazer uma videochamada, uma história pessoal que muda ligeiramente de conversa para conversa, e pedidos de dinheiro ou de dados pessoais e financeiros cedo na conversa são todos sinais de alerta a levar a sério.
Inquéritos recentes mostram uma preocupação crescente, sobretudo entre utilizadores mais jovens, com fotos e vídeos gerados ou alterados por IA em perfis de encontros. A boa notícia é que a mesma tecnologia que tornou isto possível também trouxe soluções: cada vez mais plataformas oferecem verificação de identidade por selfie em direto e funcionalidades de videochamada para confirmar, antes de um encontro presencial, que a pessoa do outro lado é real.
Insiste numa chamada de vídeo antes de trocares informações sensíveis ou de aceitares encontrar-te pessoalmente — é a forma mais simples de confirmar que a pessoa é real e corresponde ao perfil. Nunca envies dinheiro a alguém que ainda não conheceste pessoalmente, por mais convincente que seja a história. E confia no instinto: se algo parecer bom demais para ser verdade, ou se a pressão para avançar rápido for incomum, vale a pena abrandar e verificar.
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